A Epson é a última grande marca de projetores que ainda constrói quase tudo que vende em torno de três painéis LCD. Enquanto o resto do mercado migrou para DLP de chip único e depois para lasers triplos RGB, a Epson manteve o motor 3LCD e continuou defendendo o mesmo argumento: três painéis, um para cada cor primária, sem roda de cores, e um índice de luminância de cor que acompanha o de branco em vez de ficar abaixo. Esse argumento se sustenta melhor em ambientes claros do que em salas totalmente escuras, algo importante de saber antes de investir em qualquer item desta lista.

Todos os preços abaixo são os preços de tabela da própria Epson no início de setembro de 2026. Os preços de mercado variam e a Epson faz suas próprias promoções, então trate esses valores como o teto.

Home Cinema 2350 — US$ 1.499,99

O 2350 é onde a linha começa a fazer sentido para uma sala dedicada. Ele tem classificação de 2.800 lúmens de brilho de cor e branco, usa o deslocamento de pixels 4K PRO-UHD da Epson em vez de um painel 4K nativo e traz Android TV integrado, então não precisa de um stick pendurado atrás. O atraso de entrada fica abaixo de 20 milissegundos, o que é suficiente para jogos de console que não são de tiro competitivo, e há um deslocamento vertical da lente, que importa mais do que a ficha técnica faz parecer: é a diferença entre montar o projetor onde a viga do teto está e montá-lo onde a matemática diz que ele precisa ficar.

Ele usa lâmpada, o modelo ELPLP97, e essa é a troca: mais barato no início, mais caro ao longo de cinco anos, e com escurecimento gradual que um laser não tem. Para duas horas por noite, planeje a substituição da lâmpada por volta do terceiro ano.

EpiqVision Ultra LS650 — US$ 1.799,99

Este é o modelo para quem o projetor vai substituir uma televisão, e não se juntar a ela. O LS650 é de projeção ultrasshort throw, com laser, classificado em 3.600 lúmens de brilho de cor e branco, e projeta até 120 polegadas a partir de um móvel contra a parede. O Android TV cuida dos aplicativos, e um sistema 2.1 projetado pela Yamaha cuida do som, o que para uma máquina de sala de estar não é detalhe — a alternativa é ligar uma soundbar e um projetor na mesma régua e torcer para o sync de lábios se manter.

A US$ 1.799,99, agora está bem abaixo dos US$ 2.799 de lançamento, e bem abaixo da maioria dos ultracurtos anunciados este ano. Quem estiver pesquisando essa categoria deve comparar isso com o restante dos campo ultra curto, onde os novos lançamentos estão custando de duas a quatro vezes mais, e investindo a diferença em lasers triplos e painéis de 120Hz.

Home Cinema 5050UB — US$ 3.799,99

O 5050UB é antigo e continua aqui por um motivo. Sua lâmpada UHE de 250 watts emite 2.600 lúmens, menos que o 2350 mais barato, e ele supera quase tudo que a Epson fabrica no quesito que os entusiastas debatem: nível de preto. O UltraBlack, o estágio de contraste baseado em polarização da Epson, chega a um valor dinâmico reivindicado de 1.000.000:1, e a óptica é a boa — zoom de 2,1x, deslocamento de lente vertical de mais ou menos 96,3% e horizontal de 47,1%.

Duas ressalvas. É um projetor a lâmpada em 2026, então os custos de operação se aplicam como no 2350. E não faz 120 Hz, então jogadores com consoles atuais devem pular este. Para uma sala escura e uma biblioteca de filmes, ainda é a imagem mais convincente que a Epson vende abaixo de US$ 4.000.

Home Cinema LS11000 — US$ 4.499,99

O LS11000 é o que acontece quando a Epson pega a proposta do 5050UB e troca a lâmpada por um conjunto de lasers. Ele tem classificação de 2.500 lúmens de brilho de cor e branco, com um contraste dinâmico acima de 1.200.000:1, e o hardware da lente é herdado: aproximadamente mais ou menos 96% de deslocamento vertical e 47% horizontal, com zoom motorizado e memória de posição para quem usa uma tela ampla.

O motivo para gastar os US$ 700 extras em relação ao 5050UB não é a imagem em sala escura; é tudo ao redor dela. HDMI 2.1 a 48Gbps, 4K a 120Hz, latência de entrada abaixo de 20 milissegundos, HDR10+ e HLG além do HDR10 padrão. Uma fonte de luz a laser que não exige troca de peça no terceiro ano. Se o projetor for alimentado por um PlayStation ou um PC gamer com a mesma frequência que um player de disco, este é o primeiro modelo da linha realmente feito para isso.

Pro Cinema LS12000 — US$ 5.999

O LS12000 é da mesma geração de máquina vendida pelo canal de revendedores, e o motivo de estar aqui em vez de ser incorporado à entrada LS11000 é o que os US$ 1.500 extras realmente cobrem. Ele é classificado como ligeiramente mais brilhante, com 2.700 lúmens de brilho colorido e branco, seu estágio UltraBlack é cotado acima de 2.500.000:1 dinâmicos, e acompanha suporte de teto e tampa para cabos na caixa, com garantia de três anos e substituição integral da unidade em dois dias úteis. Para quem contrata instalação em vez de montar por conta própria, essa diferença diminui consideravelmente. Para quem desembala sozinho num sábado, não.

QB1000 — US$ 8.499

O QB1000 é a entrada de projeção padrão da série Q da Epson, com 3.300 lúmens de um motor laser 3LCD. Ele existe porque o argumento premium mudou: acima de US$ 5.000, a questão costumava ser o nível de preto, e agora é manter uma imagem HDR grande e brilhante sem escurecê-la. A série se ampliou ao redor dele desde o lançamento: o ultra curta distância QS100 fica abaixo dele por US$ 5.499, com 4.500 lúmens, e acima de ambos a série Q se transforma em equipamento de instalação — o QL3000 por US$ 16.999 e o QL7000 por US$ 33.999 chegam como corpos sem lente, com 6.000 e 10.000 lúmens ISO.

EpiqVision Flex CO-FH02 — US$ 499,99

A ponta barata da linha da Epson é a parte que passa despercebida, principalmente porque a prateleira abaixo de US$ 500 na Amazon está lotada de marcas que publicam números de lúmens LED que ninguém consegue verificar. O CO-FH02 é um portátil 1080p com 3.000 lúmens, Android TV integrado e imagem que escala até 300 polegadas. Seu preço sugerido é US$ 629,99, e a Epson vem vendendo por US$ 499,99. O CO-W01 abaixo dele, por US$ 399,99, cai para resolução widescreen e perde a plataforma de streaming, o que o torna uma máquina de sala de reunião que ocasionalmente faz noite de cinema.

Nenhum dos dois é um projetor de home cinema e nenhum finge ser. Eles são projetores 3LCD com um valor de brilho medido da mesma forma que os caros, o que já é mais do que se pode dizer da maioria do que está ao lado deles na prateleira abaixo de US$ 500.

O que a Epson não vende

Duas ausências moldam esta lista. Não há nenhum RGB triple laser nela. As máquinas de ampla gama e alto contraste lançadas por marcas chinesas este ano usam três lasers discretos para atingir 110% do Rec.2020 e contraste declarado na casa das dezenas de milhares para um; os modelos a laser da Epson usam uma matriz de lasers em vez de três canais laser discretos, o que é uma configuração mais silenciosa, mais barata e mais previsível, que não alcança o mesmo volume de cor. A Epson aposta que a maioria dos compradores não notará a diferença em uma tela normal, em uma sala normal. Essa aposta está ficando cada vez mais difícil de ganhar a cada ano.

A segunda ausência é o Google TV. A Epson oferece Android TV, que parece semelhante, mas não é a mesma coisa, e a situação do Netflix em projetores com Android TV historicamente sempre foi mais complicada. Verifique a lista de aplicativos em relação ao que a família realmente assiste antes de assumir que um projetor de US$ 4.500 abre tudo o que um de US$ 300 abre.

Como escolher entre eles

Três perguntas decidem quase toda compra nesta faixa. A sala é escura ou iluminada? Sala iluminada quer o LS650 ou o 2350 e o brilho de cor mais alto deles; sala escura recompensa o 5050UB e o LS11000. Existe console? Se sim, os modelos de 120Hz são os únicos que valem a pena considerar, o que elimina tudo abaixo de US$ 4.499,99 nesta lista. E por quanto tempo ele vai ficar? Uma lâmpada é mais barata hoje e mais cara no quarto ano, o que é todo o argumento a favor dos modelos a laser sobre o 5050UB.

O que não está em questão é o argumento do brilho de cor, que é o que a Epson defende há quinze anos e o que ainda separa seus projetores dos rivais de chip único no mesmo preço. Se isso vale a pena pagar depende inteiramente de se as luzes estarão acesas. Para uma visão mais ampla do que mais existe nesses preços, nossas escolhas para 4K abaixo de US$ 2.000 e para projetores a laser cobrem as máquinas contra as quais a Epson está competindo.